
Prague 1936 – Portugalská Sardinka
Livro da Campanha de Propaganda das Sardinhas Portuguesas na Checoslováquia (Praga, 1936)
TÍTULO / TITLE: Prague 1936 – Portugalská Sardinka
AUTOR/ AUTHOR:
DATA/DATE: 1936
EDIÇÃO/EDITION: Consórcio Portuguez das Conservas de Peixe
DESCRIÇÃO/DESCRIPTION: Folheto do Consórcio Portugues de Conservas de Peixe, na exposição de Praga 1936
OWNER: DGRM Direcção Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos
CREDIT:
IMAGES: conservasdeportugal.com
Es war einmal in Portugal… / Era uma vez em Portugal…
1
Es war einmal in Portugal
Ein Fischlein, silberhell und schmal
Ein junges, munteres Sardinchen,
Das folgte nie und hiess Karlinchen.
Die Mutter sprach einst, hör’ Karline,
Sei eine artige Sardine
Schwimm nicht ins offne Meer hinaus,
Bleib’ lieber schön bei mir zu Haus.
1
Era uma vez, em Portugal,
um peixinho prateado e esguio,
uma sardinhazinha jovem e alegre,
que nunca obedecia e chamava-se Karline.
Um dia a mãe disse-lhe: “Ouve, Karline,
sê uma sardinha bem comportada.
Não vás nadar para o mar alto;
fica antes bem junto de mim, em casa.”
6
Hier sitzt ein kleiner Bub bei Tisch
Und schreit hurrah, heut krieg’ ich Fisch,
Ein feines, delikates Mahl:
Sardinen gibts aus Portugal!
Auf Touren grad so wie zu Hause,
Als Nachtmahl, Vorspeis, Zehnuhrjause,
Schmecken ganz gewiss auch Ihnen:
Portugiesische Sardinen!
6
Aqui está sentado um menino à mesa
que grita: “Hurra! Hoje vou comer peixe!”
Uma refeição fina e deliciosa:
sardinhas vindas de Portugal!
Em viagem ou em casa,
ao serão, como entrada ou no lanche das dez,
saberão certamente bem também a si:
sardinhas portuguesas!
2
Und spiele im Korallenhain,
Sonst fängt dich noch der Fischer ein!
Doch ganz umsonst war Mutters Wort
Drum folgt die Strafe auch sofort.
Dem Fischlein ist es bös ergangen:
Karline ward im Netz gefangen;
Drin zog sie dann ans Land ein frischer
Und kräftiger Sardinenfischer.
3
Hört weiter an ihr Missgeschick:
Man brachte sie in die Fabrik
Dort wurde sie total verwandelt,
Geputzt, verschönt und so behandelt
Wie eine Dame im Schönheitssalon.
Man nahm an ihr vor eine Operation,
Sie liess sich – Eitelkeit muss leiden –
Vor allem Kopf und Schwanz abschneiden.
Denn eine Sardine, die auf sich hält,
Reist immer kopflos in die Welt.
Das ist so bei Sardinen Brauch
(Mondaine Frauen tun’s oft auch.)
4
Sie wurde entgrätet und aussortiert,
In Dampf gekocht und sterilisiert.
Zuletzt, damit sie mürb und fein,
Taucht man in feinstes Öl sie ein.
In dieser Form reist nun Karline,
Als portugiesische Sardine
Mit vielen ähnlichen Genossen,
In Dosen, luftdicht eingeschlossen.
5
Per Schiff über den Ozean
Und bis nach Österreich per Bahn,
Woselbst man sie für wenig Geld
In grösster Auswahl stets erhält.
In jedem bessern Kaufmannsladen.
Das längste Lagern kann nicht schaden
Und ob die Vorratskammer schmal,
Kühl, warm, feucht, trocken, ist egal.
Sie ist so glänzend konserviert,
Dass man für jede garantiert.
Nur offen – bitte nie vergessen –
Muss man den ganzen Inhalt essen!
2
E brinca entre os recifes de coral,
senão o pescador ainda te apanha!
Mas os conselhos da mãe foram em vão;
por isso o castigo chegou logo.
Ao peixinho correu-lhe mal a sorte:
Karline foi apanhada na rede;
dali foi levada para terra
por um pescador de sardinhas forte e experiente.
3
Ouçam agora a continuação da sua desventura:
levaram-na para a fábrica.
Ali foi completamente transformada,
limpa, embelezada e tratada
como uma senhora num salão de beleza.
Foi submetida a uma operação;
teve de suportar — a vaidade exige sacrifícios —
que lhe cortassem, antes de mais, a cabeça e a cauda.
Porque uma sardinha que se preza
viaja sempre pelo mundo sem cabeça.
É esse o costume entre as sardinhas
(e muitas senhoras elegantes fazem o mesmo).
4
Foi limpa das espinhas e selecionada,
cozida ao vapor e esterilizada.
Finalmente, para ficar macia e delicada,
foi mergulhada no melhor azeite.
É assim que agora viaja Karline,
como sardinha portuguesa,
com muitas companheiras iguais,
em latas hermeticamente fechadas.
5
De navio atravessa o oceano
e depois segue de comboio até à Áustria,
onde pode ser comprada, por pouco dinheiro,
na mais variada escolha.
Em qualquer boa mercearia.
O armazenamento prolongado não lhe faz mal.
E quer a despensa seja pequena,
fria, quente, húmida ou seca, tanto faz.
Está tão bem conservada
que cada lata é garantida.
Apenas uma coisa — nunca esquecer:
depois de aberta, deve comer-se todo o conteúdo!

Livro da Campanha de Propaganda das Sardinhas Portuguesas na Checoslováquia (Praga, 1936)

Folheto da Campanha de Propaganda das Sardinhas Portuguesas na Checoslováquia (Praga, 1936)

Álbum da Campanha de Propaganda das Sardinhas Portuguesas na Checoslováquia (Praga, 1936)

Album Prague 1936 – Portugalská Sardinka

Poster da Campanha de Propaganda das Sardinhas Portuguesas na Checoslováquia (Praga, 1936)
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