M. Cruz era um armazenista e distribuidor de conservas em Lisboa, empresa de propriedade do Sr. Cruz. Este detinha o “monopólio” de fornecimento de conservas para a Manutenção Militar.
Muita da sua produção era efectuada pela empresa de Amadeu Rodrigues Nero, em Setúbal e depois também em Matosinhos.
Na fábrica de Setúbal fabricaram-se muitas latas de 2kg de cavalas inteiras e brama-ray (chaputa como é popularmente conhecida essa espécie).
A produção de bacalhau deverá ter sido posterior, uma vez que as primeiras latas de conserva de bacalhau foram produzidas por Amadeu Henrique Nero para um outro armazenista em Lisboa, a P.Martins, logo a seguir ao fim da 2º. Guerra Mundial.
Depois de Amadeu Rodrigues Nero ter vendido a fábrica de Setúbal – a Fábrica Nacional de Conservas – em 1972, terminou o relacionamento comercial com a M. Cruz, não sabendo qual foi a continuação do percurso desta empresa. Supostamente a M.Cruz acabou passado pouco tempo após o 25 de Abril de 1974.