C. Menéres & Companhia – Porto
C. Menéres & Companhia – Porto
NOME EMPRESA / COMPANY NAME: C. Menéres & Companhia
NOME FÁBRICA / FACTORY NAME: Luso-Brasileira
PROPRIETÁRIO / OWNER: Clemente Menéres
FUNDAÇÃO / FOUNDED: 1874
LABOROU EM / WORKED DURING: 1876 – novos sócios
ENCERRAMENTO / CLOSURE: 1879
Nº EMPRESA IPCP / IPCP COMPANY Nº:
ALVARÁ / CHARTER:
MORADA / ADDRESS:
CIDADE / CITY:
NO MESMO LOCAL FUNCIONOU / AT THE SAME LOCATION WORKED:
OUTROS LOCAIS / OTHER PLACES:
TIPO / TYPE: Fábrica de conservas e géneros alimentícios
FONTES / SOUCES:
Companhia Luso-Brasileira – Fábrica de Conservas Alimentícias – Na segunda metade da década de 1870, Clemente Menéres procurou dedicar-se também à transformação de produtos originários de Trás-os-Montes. Fundou assim a “Companhia Luso-Brasileira – Fábrica de Conservas Alimentícias”, com sede na Rua da Restauração, Porto, em espaços alugados a João Joaquim de Paes (o seu primeiro sócio), a qual produzia conservas de peixes, carnes, frutas, legumes e doces. A fábrica foi pioneira no Norte do país na introdução do método conserveiro Appert (nova técnica francesa de conservação de alimentos em latas).
Assim, em paralelo com a “C. Menéres & Companhia”, esta “Companhia Luso-Brasileira” funcionava como 2.ª unidade dessa firma.)
in Arquivo pessoal de Clemente Menéres
Reference code PT/ADPRT/PSS/CM
MARCAS / BRANDS:
C. Menéres & Companhia (1874-1879) – Em 10 de abril de 1874, João Joaquim de Paes (por idade avançada) cede-lhe a sua parte na sociedade, que passa a designar-se “C. Menéres & Companhia”, passando Clemente Menéres a ser o único sócio e gerente desta. Posteriormente, no final desse mês, entraram como sócios Joaquim Silvano Filho, a assegurar o expediente na sede no cais da Alfândega do Porto (na parte oriental do edifício do antigo Convento de Monchique) e Álvaro Carneiro Geraldes (filho de uma tradicional família de comerciantes do Porto com grande ligação ao Brasil), que se deslocou de imediato para o Brasil como representante da empresa no Rio de Janeiro, para controlar e ampliar as exportações. Clemente Menéres estava encarregue de procurar potenciar os ganhos a montante assegurando o abastecimento de matéria-prima (cortiça) a preços e quantidades mais convenientes.
Em maio de 1874 desloca-se a Trás-os-Montes, aos concelhos de Bragança e Mirandela (no Quadraçal), com o objetivo de investir na produção de cortiça e controlo das áreas de cultivo do sobreiro, tendo inclusivamente escolhido o lugar do Romeu para residir.
Em apenas sete dias, tinha já 38 títulos de compra de propriedades agrícolas e mais tarde contratou vários corticeiros do Alentejo. No entanto, a extração de cortiça na região revelou-se extremamente difícil, dadas as condições acidentadas do terreno e a dificuldade de acesso a veículos de carga.
A 9 de março de 1876, uma resolução do Tribunal do Comércio do Porto dissolveu a “C. Menéres & Companhia” por causa de uma demanda que os 2 sócios de Clemente Menéres tinham feito por divergências com ele sobre a gestão da empresa, resultando em indemnizações para ambos os sócios.
Nesse mesmo dia, a firma “C. Menéres e Companhia”, reorganiza-se com novos sócios, numa sociedade em comandita, e vai associar-se a Raul Cirne e António Tomás dos Santos, tendo a sociedade o mesmo nome que a anterior e como objetivo a continuação da mesma, com o património da “Companhia Luso-Brasileira – Fábrica de Conservas Alimentícias” em Monchique (Porto) e a “Fábrica de Conservas de Silvade” em Espinho, e onde Clemente Menéres iria fornecer a essa sociedade, a cortiça dos seus sobreiros de Mirandela e Macedo de Cavaleiros.
Clemente comprometeu-se a vender a esta sociedade a cortiça com abatimento de 5% em relação aos preços correntes naquela região e também a ceder à empresa as rolhas e cortiças lá fabricadas por sua conta para revenda, com uma comissão de 20%. Os lucros eram distribuídos por metade para Clemente Menéres e por 1/4 a favor de cada um dos outros dois sócios.
Com o produção de cortiça de Trás-os-Montes a ganhar forma e o fornecimento de cortiça a ser deficitário, devido ao custo e demora no escoamento dos produtos a impedir o eficiente desenvolvimento do mesmo, esta fábrica de cortiça instalada no antigo Convento de Monchique (Porto), passou rapidamente a depósito desta matéria-prima, pois Clemente Menéres instalou a fábrica de cortiça em Mirandela junto da ribeira do Quadraçal, designada atualmente por “fábrica velha”, (com 2 unidades fabris em Carriço e Horta da Massada, assim como uma casa para os corticeiros em Vila Verdinho e um posto de vigia no Pico do Quadraçal), e passou a enviar a sua produção para o Porto.
Companhia Luso-Brasileira – Fábrica de Conservas Alimentícias – Na segunda metade da década de 1870, Clemente Menéres procurou dedicar-se também à transformação de produtos originários de Trás-os-Montes. Fundou assim a “Companhia Luso-Brasileira – Fábrica de Conservas Alimentícias”, com sede na Rua da Restauração, Porto, em espaços alugados a João Joaquim de Paes (o seu primeiro sócio), a qual produzia conservas de peixes, carnes, frutas, legumes e doces. A fábrica foi pioneira no Norte do país na introdução do método conserveiro Appert (nova técnica francesa de conservação de alimentos em latas).
Assim, em paralelo com a “C. Menéres & Companhia”, esta “Companhia Luso-Brasileira” funcionava como 2.ª unidade dessa firma.)
Clemente Menéres entre 1876 e 1877 contraiu o seu primeiro empréstimo bancário para compra de propriedades agrícolas e quando não comprou as terras optou por comprar apenas os sobreiros (em zonas de cultivo de cereais).
Em 1887 realiza outro contrato com 4 bancos com hipoteca de todas as suas terras no nordeste transmontado.
[Dados relativos a 1878, indicam que as exportações das empresas de Clemente Menéres para o Brasil (destinadas ao Rio de Janeiro, Santos, Baía e Pará), passavam essencialmente pelo azeite e pelo vinho, mas também por pequenas quantidades de corda, cal, cestos de vime, fechaduras, ferragens, linho, fruta, palitos, rolhas, peixe, rosários e torneiras. A nível europeu para Inglaterra, Alemanha, Suécia e França (destinadas a Londres, Hamburgo, Gotemburgo, Estocolmo e Bordéus, respetivamente), a cortiça era o produto exclusivo sob a forma de rolhas, aparas ou fardos e feixes de pranchas.]
in Arquivo pessoal de Clemente Menéres
Arquivo Distrital do Porto
Reference code
C. Menéres & Companhia – Porto
Santos, Cyrne & Companhia (também indicada como Cirne)
Luso-Brasileira ou Luso-Brazileira – Porto

1 de fevereiro de 1879 – Escritura Santos, Cirne & Companhia
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