Revista CONSERVAS - Ano I - 1936 - nº 7 Julho
No bom caminho
Foi feita justiça. A publicação dos decretos n.os 26.775, 26.776 e 26.777 — remodelando e integrando a função do comércio e da indústria de conservas dentro da legislação corporativa — ajustou as aspirações de todos os conserveiros do país, e veio demonstrar quanto carinho e interesse estão merecendo aos dirigentes do Estado Novo, os problemas vitais da nação.
Este facto, sintoma de ordem, disciplina e método, é motivo para orgulhar dirigentes e dirigidos. Ele revela-nos também que pode haver sempre harmonia e coesão — quando os factores em causa estejam possuídos das mesmas intenções e desejos.
É assim sucedeu, felizmente. A doutrina que aqui defendemos desde a primeira hora foi ouvida e compreendida, porque era agitada por bem intencionados e dirigida a bem intencionados. Logo, os resultados tinham de verificar-se, e vieram.
Saibamos agora corresponder com o nosso esforço e a melhor boa-vontade, dando aos grémios e, por intermédio deles, ao Instituto todo o apoio que lhes for necessário e útil para o bom e cabal desempenho da sua missão.
Tudo pela indústria e nada contra a indústria. É preciso agora mostrar que sabemos o que queremos e como queremos, e que a razão do nosso mal-estar colectivo residia nas insuficiências da lei a que estávamos subordinados.
O contrário seria revelar incompetência e confessar que afinal o defeito não tem estado nas leis — mas sim nos homens.
Atenção, pois.