
Cartaz PINHAIS
“Pinhais, a que todos disputam”
NOME EMPRESA / COMPANY NAME: Pinhais & Cª Lda
NOME FÁBRICA / FACTORY NAME: Factory name unknown
PROPRIETÁRIO / OWNER:
FUNDAÇÃO / FOUNDED: Opening date 1920
LABOROU EM / WORKED DURING:
ENCERRAMENTO / CLOSURE: Working
Nº EMPRESA IPCP / IPCP COMPANY Nº: 32
ALVARÁ / CHARTER:
MORADA / ADDRESS: Av. Menéres, 700
CIDADE / CITY: Matosinhos
NO MESMO LOCAL FUNCIONOU / AT THE SAME LOCATION WORKED:
OUTROS LOCAIS / OTHER PLACES:
EMPRESA RELACIONADA: Luiz Viana & Cª Lda – Matosinhos
TIPO / TYPE: Packers of canned fish in olive oil
FONTES / SOUCES:
MARCAS / BRANDS:
10 BRAND,
AMOURETTE,
AMORSINHO,
ANTEO,
AURIABELLA,
BILBAO,
BUZON,
CIBELES,
CISNE,
COMETA,
DOM QUIXOTE,
EDUSA,
EMPORIUM,
FREDY SONNY BOY,
HEBE,
HIO,
JAMIS,
LES AILES,
YO,
MABUTI,
MASCATO,
MARINHEIRO,
MATAPÁN,
MONTE SANTO,
MONTSALVAT,
MOTRIL,
NURI,
ORFES,
P.
PETIT PECHEUR,
PINHAIS
RIOS,
SAILOR,
SEMPER IDEM,
TARZAN,
ULISIS,
VETERANAS,
A Conserveira Pinhais & C.ª L.ª é fundada em 1920, pelos irmãos Manuel e António Pinhal em conjunto com Luiz da Silva Rios, que se crê ter lançado o desafio aos dois irmãos pescadores, de constituírem uma sociedade vocacionada para o fabrico de conservas de peixe, aos quais se juntou posteriormente Luís Sousa Ferreira. A estratégia empresarial dos irmãos Pinhal passou por apostarem numa equipa de trabalhadores esforçados e com experiência no sector, e pela escolha do melhor peixe para as suas conservas, sem condicionalismos de preços. (Amorim, 2007) O edifício da fábrica, que conhecemos hoje, na Avenida Menéres número 700, foi somente edificado em 1926, tendo a primeira fábrica de conservas sido sediada na Avenida Serpa Pinto. Fábrica essa que recorria, segundo Amorim (2007), ao processo de conservação herdados da presença romana no litoral ibérico, a salmoura. Podemos dizer que o sucesso da Pinhais tem por base a qualidade das suas conservas, conseguida em parte, pela tradição mantida no processo de fabrico das mesmas, e pontualmente durante a nossa pesquisa é referida a relação de cordialidade mantida entre a gerência e os funcionários da fábrica. Actualmente quem dirige o destino da fábrica é António Manuel Pinhal, que passou a gerente no ano de 1983. O seu filho, António Manuel Pinhal também se encontra a trabalhar na fábrica, estando encarregue das exportações. O facto da Pinhais se ter mantido um negócio de família, pode ter, na nossa opinião, influência nos seus produtos, explicando a transmissão e continuidade das denominações das marcas da empresa, e de um modo geral do grafismo a elas associado. Tradição, palavra que se tornou para nós sinónima desta empresa, tanto pela gerência familiar como pelo método de fabrico ainda bastante tradicional, encontra-se visível também nos seus produtos. Desde as embalagens cartonadas, ou de celofane, às latas, que vão adquirindo, ao longo dos anos da empresa, diferentes formatos e métodos de abertura, a envolvente gráfica mantém-se praticamente inalterada. Optamos por mencionar aqui as marcas mais emblemáticas associadas à Pinhais: Anteo, Amourette, Buzon, Cibeles, Cisne, Cometa, Edusa, Hebe, Hio, Les Ailes, Mabuti, Marinheiro, Mascato, Matapan, Matusa, Nuri, P., Pescador, Pinhais, Rios, Sailor, Semper Idem, Yo e por fim a marca 10.
A conserveira Pinhais apresenta-se como uma das fábricas mais antigas do centro conserveiro de Matosinhos, com quase noventa e cinco anos de existência. Superou muitas das crises que já assolaram a indústria, mantendo-se em laboração de entre as cinquenta e quatro unidades fabris que já existiram em Matosinhos, fazendo parte das quatro que ainda persistem. Um negócio que partiu de dois irmãos pescadores e que tem passado de geração em geração desde 1920.
Texto retirado de: A Embalagem de Conservas na Conserveira Pinhais, por Sara Monteiro

“Pinhais, a que todos disputam”

Anúncio Pinhais – Revista Internacional 1936 e 1937

1934 Guia de Leixões

Fotografias – 1934 Guia de Leixões