Escritura de dissolução da sociedade que girava nesta praça sob a firma de F. A. Fernandes & Companhia

Escritura de  dissolução da sociedade que girava nesta praça sob a firma de F. A. Fernandes & Companhia

Arquivo Distrital de Setúbal

Fundo Notarial Setúbal 107/650

PT/ADSTB/NOT/3CNSTB/001/0089

7 novembro 1891

Páginas 26 a 26v

 

Escritura de  dissolução da sociedade que girava nesta praça sob a firma de F. A. Fernandes & Companhia

Fundo Notarial Setúbal 107/650

PT/ADSTB/NOT/3CNSTB/001/0089

7 novembro 1891

Páginas 26 a 26v

Saibam os que virem esta pública escritura de dissolução de sociedade, divisão de bens e obrigação, que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos e noventa e um, aos sete dias do mês de novembro, nesta cidade de Setúbal e meu escritório compareceram:

De uma parte Francisco António Fernandes, casado, negociante e proprietário, morador nesta cidade; e de outra parte João José Pereira, casado, negociante e proprietário, também morador nesta cidade, ambos meus conhecidos.

E por eles foi dito na minha presença e na das testemunhas ao adiante nomeadas e assinadas:

Que tendo entre si formado uma sociedade de capital e indústria, sob a firma de F. A. Fernandes & Companhia, por escritura de três de outubro de mil oitocentos e oitenta e oito, ratificada por outra de trinta e um de maio de mil oitocentos e noventa, ambas lavradas nas minhas notas, e tendo  acordado dissolverem a mesma sociedade, verificaram pela respetiva escrituração que o sócio Francisco António Fernandes se acha completamente embolsado do capital que abonou para a mesma sociedade, e portanto, na conformidade da cláusula quarta da última citada escritura, pertencem por metade a cada um deles outorgantes  todos os  valores ativos da  mesma firma, e que constam  atualmente de uma fábrica de adubos de peixe no sítio da Pedra Furada próximo desta cidade, com todo quanto a ela é inerente, incluindo os arrendamentos de detritos de peixe, feitos com diversas fábricas de conservas, de um arrendamento a longo prazo das propriedades denominadas Quinta do Meio, Santo Ovídio, Graça, Quinta das Praias e Coutada de Santa Catarina,  pertencentes a Dona Maria Júlia Oliveira de Freitas,  conforme escritura pública de nove de maio de mil oitocentos e noventa, lavrada nas notas do tabelião Barradas, de Lisboa, e bem assim os gados, aparelhos agrícolas e géneros existentes nas ditas propriedades de fábrica de adubos.

Que nestes termos, e seguindo o que entre ambos se acha acordado, dissolvem a referida sociedade, para que de hoje em diante não tenha mais valor, e dividem por metade a cada um deles outorgantes os supra citados valores e direitos, e se obrigam a não se exigirem mutuamente mais coisa alguma a tal respeito.

Adiante dai colada e inutilizada a estampilha do selo de quinhentos reis, devido por esta escritura. Assim o disseram, pediram e aceitaram, e , sendo-lhes por mim lida, a ratificaram  e assinaram com as testemunhas  presentes  o reverendo padre José Joaquim Peixoto do Carmo, tesoureiro da freguesia de São Julião e Ventura Amado Lopes, casado, barbeiro, ambos moradores nesta cidade,  idóneos.

E eu Libânio Thomas da Silva a escrevi e assino em público e raso.

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