Lopes, Coelho Dias & Cª Lda - Matosinhos

NOME EMPRESA / COMPANY NAME:
Lopes, Coelho Dias
 & Cª Lda

De Joaquim António Lopes e José Coelho Dias

NOME FÁBRICA / FACTORY NAME: Fábrica de Conservas de Matosinhos

FUNDAÇÃO / FOUNDED: 1899

ENCERRAMENTO / CLOUSURE:  1941
De 1903 a 1909 exporta conservas para o Reino de Espanha (in As firmas conserveiras portuguesas exportadoras para o Reino de Espanha (1880-1911) – Prof. Cláudia Rêga Santos – 2021)

MORADA / ADDRESS:

CIDADE / CITY: Matosinhos

OUTROS LOCAIS / OTHER PLACES:
Ver início da empresa como Fábrica a Vapor de Conservas Alimentícias Lusitana

TIPO / TYPE:
Fábrica de Conservas de Peixe
Fábricas de Conservas Alimentícias

Producers of canned fish
Food Canning Factories

FONTES / SOUCES: 
Revista de Conservas de Peixe 1931
Revista Internacional 1936
Almanaque Lello 1931 

FONTES / SOUCES: Catálogo oficial, 1923 Livro de Ouro Comemorativo do Centenário da Independência e da Exposição Internacional do Rio de Janeiro

109 — LOPES, COELHO, DIAS & C.ª, LIMITADA (Matozinhos. Endereço telegráfico: Sardinhas) — Frutas, hortaliças e legumes em conserva.

O Arquivo Municipal de Matosinhos tem uma ficha histórica oficial para Lopes, Coelho, Dias & Companhia, Lda. (1899–1941) e dá como uma das outras denominações:
“Especial Fábrica a Vapor de Conservas Alimentícias Lusitana” 
O Arquivo explica que a fábrica Lusitana tinha sido fundada em 1889, na Rua de S. Pedro de Miragaia, Porto, sob a firma de José Coelho Dias, tendo Joaquim António Lopes como sócio. Posteriormente decidiram expandir-se para a produção de sardinha e instalaram a nova fábrica em Matosinhos.
1889 — Especial Fábrica a Vapor de Conservas Alimentícias Lusitana, Porto
expansão para Matosinhos
1899 — Lopes, Coelho Dias & C.ª, fábrica de conservas em Matosinhos.

História: O ano de 1889 foi o da fundação da antiga “Especial Fábrica a Vapor de Conservas Alimentícias Lusitana”, na Rua de S. Pedro de Miragaia (Porto). A firma girava sob a razão do Sr. José Coelho Dias, sendo o Sr. Joaquim António Lopes, o sócio em comandita. As conservas desta fábrica começaram a alcançar uma crescente preferência em todos os mercados onde se apresentavam. No entanto, era forte a pressão de clientes e amigos para a necessidade de expansão, e para se dedicarem ao fabrico da conserva de sardinha. Depois de uma longa e aturada viagem pelo estrangeiro, onde puderam verificar os últimos progressos da indústria conserveira, e estudar vários locais em Portugal, onde poderiam instalar a nova fábrica, optaram por escolher a praia de Matosinhos, pois na altura oferecia as melhores garantias, quer pela excelência dos seus produtos, boas propriedades da água, próxima do Porto artificial de Leixões e da cidade do Porto.
Em 1899 inicia a atividade conserveira em Matosinhos. Efetivamente o grande marco de viragem para a indústria conserveira, posteriormente denominada de “Real Fábrica de Conservas de Matosinhos”. Ocupou um espaço de 14.000 m2, sendo considerada (no género) uma das maiores da Península Ibérica. Empregava em casos normais 400 operários, sendo que em ocasiões de grande movimento chegava aos 1.000 operários. Foi o exemplo da interação entre indústria e vias de comunicação, não só o elétrico passava à porta, como o comboio passava nas suas instalações, a caminho da Estação de Leixões, facilitando o transporte das suas exportações. Após a instalação da fábrica, a indústria conserveira começou a desenvolver, deixando de ser simples atividade de preparação de sardinha em salmoura. Esta foi a mais antiga e importante fábrica que Matosinhos viu nascer.
Em 1904, as instalações da fábrica foram alvo de melhoramentos e foi também aumentado o seu capital social. Com produtos desta empresa organizaram-se os mais variados menus, desde o prato mais económico à mais esquisita iguaria, desde a refeição mais simples ao mais abundante banquete.
Em 1941 a unidade fabril foi adquirida pelo Sr. Adão Pacheco Polónia, mantendo-se em laboração até meados da década de 60, altura que marca o seu encerramento.

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