Postais Pescas e Indústria de Conservas de Setúbal nº 5 - Américo Ribeiro
1988
Colaboração :
Região de Turismo de Setúbal
Câmara Municipal de Setúbal
OWNER OF COLLECTION: conservasportugal.com
CREDIT:
IMAGES: conservasportugal.com
Há quase sessenta anos que Américo Ribeiro vem fazendo a reportagem da vida de Setúbal e das suas gentes, procurando registar, antes de se perderem na voragem do Tempo, edifícios e arruamentos, modos de vida e profissionais, transportes e embarcações, figuras típicas e grandes acontecimentos. Coleccionador de outros espólios fotográficos de profissões que o antecederam nesta terra, Américo Ribeiro evitou, também, que se perdessem muitas imagens das primeiras décadas da Fotografia em Setúbal. Praticamente nada de profundamente significativo para a definição da realidade setubalense, ao longo do século XX, lhe escapou. Por isso, o seu espólio fotográfico é de primordial importância para a elaboração de qualquer tentativa de abordagem histórica dos últimos cem anos. Em boa hora, a autarquia adquiriu parte importante desse espólio, que constituirá a base do Arquivo Municipal de Fotografia, a organizar.
Todo esse manancial de imagens não tem apenas jazido no bem organizado Arquivo de A. Ribeiro. Bem pelo contrário, nas várias exposições que da sua obra se têm organizado e naquelas em que tem participado ou em publicações, várias, o público e os especialistas têm podido apreciar a riqueza e a variedade de perspectivas que o olho fotográfico de Américo Ribeiro nos tem proporcionado. A edição de postais tem igualmente constituído um poderoso factor de divulgação dessas imagens em séries temáticas de grande interesse e valor. As primeiras editadas sobre Setúbal privilegiaram naturalmente o património edificado e os valores artísticos e culturais. Surge agora, à semelhança do que se fez para Sesimbra, uma série dedicada às fainas do mar a que se acrescentam imagens da indústria conserveira, delas subsidiárias.
Sob os nossos olhares desfilam edifícios e embarcações, descargas e redes, fábricas e docas, sem esquecer a festa e a religiosidade populares ou as fisionomias que apesar de mudas tanto nos dizem, – imagens de ontem que ainda hoje estão presentes numa realidade económica, social e cultural, que teima em sobreviver apesar das condenações à morte de que já foi vítima.
Com estes postais Américo Ribeiro vai (mais uma vez) direito ao coração e à memória dos que, em Setúbal, protagonizaram a história dos últimos quase cento e cinquenta anos numa estreita relação com o mar e os seus frutos e com a indústria que deles soube explorar com viabilidade económica decisiva no processo de industrialização do Portugal oitocentista e novecentista.
No momento em que a integração europeia parece, por um lado, abrir novas perspectivas às conservas portuguesas e, por outro lado, vir a ameaçar a realidade da pesca artesanal que ainda as sustenta em Setúbal, esta colecção é um convite à reflexão sobre o futuro de uma parte fundamental da nossa memória colectiva.
Obrigado, uma vez mais, Américo Ribeiro.
Fernando António Baptista Pereira
Outubro / 88
N.º 1 – Vista do Porto de Setúbal em 1952, vendo-se, no primeiro plano, a descarga do peixe para a Lota e, ao fundo, instalações industriais e o Castelo de São Filipe.
N.º 2 – Vapor e Buques junto à antiga Lota, no cais de N.ª S.ª da Conceição. Foto de 1929.
N.º 3 – Operários soldadores da Fábrica “Calçada” em 1927.
N.º 4 – Interior da Fábrica “A Conservadora, Lda.”, em 1927, vendo-se em primeiro plano a secção de engrelhamento.
N.º 5 – Chegada do Peixe para a Lota nas embarcações das Sociedades “Vitória” e “Pimpão”. Foto de 1914.
N.º 6 – Embarcações de um cerco completo (galeão e buques). Foto de 1917.
N.º 7 – Lavagem das redes junto ao Cais. Foto de 1947.
N.º 8 – Consertando as redes no Cais, vendo-se ao fundo o Castelo de São Filipe. Foto de 1947.
N.º 8A – (alternativa possível à anterior): Preparando as redes para serem remendadas. Foto de 1947.
N.º 9 – Canto SW da muralha medieval de Setúbal, hoje edifício do Comando da PSP e onde funcionou uma das primeiras fábricas da indústria conserveira da cidade: “Fábrica Rouillé”. Foto de 1925.
N.º 10 – Descarregador de peixe transportando uma canastra para dentro de uma fábrica de conservas situada junto à doca. Foto de 1947.
N.º 11 – Pesca de Sardinha em Traineira ao longo da Costa de Setúbal. Foto de 1950.
N.º 12 – Secção de Desabeçamento da fábrica de conservas “do espanhol”, a Alonso y Hijos, hoje “Viegas e Lopes” (sita na R. Almeida Garrett). Foto de 1952.
N.º 13 – Secção de engrelhamento da Fábrica Alonso y Hijos. Foto de 1952.
N.º 14 – Secção de azeitamento da Fábrica Alonso y Hijos. Foto de 1952.
N.º 15 – Colocando a sardinha depois de cozida nas latas. Fábrica Alonso y Hijos. Foto de 1952.
N.º 16 – Descarregando peixe na doca dos pescadores. Foto de 1952.
N.º 17 – Festa de N.ª S.ª do Cais na qual participam especialmente marítimos e operárias da indústria conserveira. Foto de 1938.
N.º 18 – Fresco decorativo do Pavilhão da Indústria Conserveira na Exposição Regional de Setúbal de 1930.
N.º 1 – Vista do Porto de Setúbal em 1952, vendo-se, no primeiro plano, a descarga do peixe para a Lota e, ao fundo, instalações industriais e o Castelo de São Filipe.
N.º 2 – Vapor e Buques junto à antiga Lota, no cais de N.ª S.ª da Conceição. Foto de 1929.
N.º 3 – Operários soldadores da Fábrica “Calçada” em 1927.
N.º 4 – Interior da Fábrica “A Conservadora, Lda.”, em 1927, vendo-se em primeiro plano a secção de engrelhamento.
N.º 5 – Chegada do Peixe para a Lota nas embarcações das Sociedades “Vitória” e “Pimpão”. Foto de 1914.
N.º 6 – Embarcações de um cerco completo (galeão e buques). Foto de 1917.
N.º 7 – Lavagem das redes junto ao Cais. Foto de 1947.
N.º 8 – Consertando as redes no Cais, vendo-se ao fundo o Castelo de São Filipe. Foto de 1947.
N.º 8A – (alternativa possível à anterior): Preparando as redes para serem remendadas. Foto de 1947.
N.º 9 – Canto SW da muralha medieval de Setúbal, hoje edifício do Comando da PSP e onde funcionou uma das primeiras fábricas da indústria conserveira da cidade: “Fábrica Rouillé”. Foto de 1925.
N.º 10 – Descarregador de peixe transportando uma canastra para dentro de uma fábrica de conservas situada junto à doca. Foto de 1947.
N.º 11 – Pesca de Sardinha em Traineira ao longo da Costa de Setúbal. Foto de 1950.
N.º 12 – Secção de Desabeçamento da fábrica de conservas “do espanhol”, a Alonso y Hijos, hoje “Viegas e Lopes” (sita na R. Almeida Garrett). Foto de 1952.
N.º 13 – Secção de engrelhamento da Fábrica Alonso y Hijos. Foto de 1952.
N.º 14 – Secção de azeitamento da Fábrica Alonso y Hijos. Foto de 1952.
N.º 15 – Colocando a sardinha depois de cozida nas latas. Fábrica Alonso y Hijos. Foto de 1952.
N.º 16 – Descarregando peixe na doca dos pescadores. Foto de 1952.
N.º 17 – Festa de N.ª S.ª do Cais na qual participam especialmente marítimos e operárias da indústria conserveira. Foto de 1938.
N.º 18 – Fresco decorativo do Pavilhão da Indústria Conserveira na Exposição Regional de Setúbal de 1930.