Pesca e Conservas - Arquivo em fichas
Pequenas fichas formato 10 x 15 cm
Edição desconhecida
Números em falta
circa 1946
OWNER OF COLLECTION: Joaquim Casanova
CREDIT:
IMAGES: conservasportugal.com
Baleias
A designação corrente de baleia adquiriu já uma acepção colectiva ou genérica, com um sentido quási, se não de todo, igual a grande cetáceo.
Parece vantajoso que tal critério seja aceite e assente oficialmente, para assim serem evitadas confusões e ambiguidades. O nome de baleia abrangeria, então, indistinta e simultâneamente, cachalotes e rorquais, e porventura ainda outros cetáceos de grandes dimensões.
São três as espécies de grandes cetáceos capturados até hoje nas costas de Portugal, mais importantes sob os pontos de vista das dimensões, ou da frequência, ou do aproveitamento industrial:
Physeter catodon (L.) — que também aparece nos mares dos Açores e da Madeira; a esta espécie aplica-se correntemente o nome vulgar de cachalote, tanto em Portugal como nas ilhas.
Balaenoptera physalus (L.) — a que não se tem atribuído nome específico português ou se dá o nome inglês de Finback. Há todavia um nome há muito incluído nos dicionários da nossa língua que se aplica taxativamente a esta espécie, mas que terá sido um pouco esquecido: é o de Rorqual, seguido ou não dos qualificativos vulgar ou comum.
Balaenoptera musculus (L.) — de que só um exemplar foi assinalado, em 1925. A esta pode dar-se o nome vulgar de Rorqual azul, qualificativo este que é a tradução do que é aplicado no caso por ingleses, alemães e noruegueses.
A de Magalhães Ramalho in «Estatísticas das Pescas Marítimas» — 1946.
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
8. PAÍSES IMPORTADORES
Estados U. da América
Firmas Importadoras
FRAZAR & COMPANY
Importação: Sardinha – Anchovas – Atum
End: Telegráfico: FRAZAR
50, Church Street
NEW YORK, 7
1946.
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
8. PAÍSES IMPORTADORES
Estados U. da América
Firmas Importadoras
H. ORMAI
Agente de fabricantes – Conservas de peixe
End. Telegráfico: ORMAI
100, Hudson Street
NEW YORK.
1946.
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
8. PAÍSES IMPORTADORES
Estados U. da América
Firmas Importadoras
STEINHARDTER & NORDLINGER
Agentes de venda – Conservas de peixe de Portugal
105, Hudson Street
NEW YORK, 13
1946.
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
8. PAÍSES E CENTROS IMPORTADORES
Áustria
Antes do «Anchluss», em 1938, a conserva portuguesa dominava o mercado austríaco, em qualidade e preço, apesar da concorrência que lhe faziam os produtos similares da França, Espanha, Marrocos, Países Es-candinavos, Japão e E. U. da América. Após a anexação a posição modificou-se inteiramente (V. 3 – Conservas Estrangeiras, 2 – Países Consumidores: Austria).
Atualmente a conserva portuguesa custa, em relação a 1937, por exemplo, 4 a 5 vezes mais. e este preço, a manter-se, será excessivamente elevado para as possibilidades do consumidor austríaco.
A posição futura das conservas de sardinha portuguesa na Austria e na Europa Central dependerá, principalmente, do preço. E’ necessáric também não esquecer que em virtude do desaparecimento da sardinhe portuguesa durante 7 anos, os austríacos desabituaram-se dêste peixe. A nova geração não conhece as sardinhas portuguesas; habituou-se as conservas americanas e, sobretudo, ao «brisling» e ao «sild» noruegueses. Haverá que fazer um trabalho metódico de introdução e adaptação do pro-duto, cujos resultados serão certos, desde que a sardinha portuguesa continue a ser um alimento popular, como anteriormente, e não um artigo de luxo.
Da Revista «Conservas de Deixe» — n. ° 7 – Out.° 1946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS Lisboa
5. CENTROS PRODUTORES – Firmas industriais
Algarve Exportador, Limitada
Por escritura de 1 de Maio de 1946 foi substituído o pacto social desta firma, que continua com a sua sede em Lisboa e tem o domicílio na Travessa de S. Paulo, 7, 3.°
O seu objecto é o exercício da indústria de conservas de peixe, bem como o da respectiva pesca, ou ainda qualquer outro ramo em que os sócios acordem, com’ excepção do bancário.
O capital social é elevado de 600 contos para 1.500 contos, e corresponde à soma das quotas dos três sócios: Joaquim Agostinho Fernandes 1.200 contos, Filipe da Nazaré Fernandes, 150 e Eurico da Nazaré Fernandes 150.
Todos os sócios são gerentes. Para a sociedade ficar obrigada em actos de mero expediente basta a intervenção de um dos gerentes; em actos de responsabilidade é necessária e basta só a assinatura do gerente sr. Joaquim Agostinho Fernandes ou a assinatura sempre em conjunto de dois gerentes ou de qualquer destes com um dos mandatários a quem a sociedade tenha conferido poderes para êsse efeito.
Do «Diário do Govêrno» n.° 186, 3.a s, de 12-8.946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
Lisboa
5. CENTROS PRODUTORES – Firmas industriais
Cordeiro, Santos & Ferreira, Limitada
Por escritura de 24 de Julho de 1946 foi remodelado o pacto social desta sociedade que tem a sua sede e instalações em Lisboa, na Rua Bartolomeu Dias, 43.
O seu objecto é a indústria e comércio de conservas, tanto de peixe como de frutas, legumes, todos os produtos vegetais e todas as espécies de conservas em geral, condimentos e produtos de alimentação, assim como de embalagens e acessórios.
O capital social continua a ser de 1.000.000$00, correspondente à soma das quotas dos seguintes sócios: Moisés San-tos, 215.900$; Luís Cordeiro, 215.800$; António Machado Pinto Júnior, 190.000$; António Henriques Ribeiro Ferreira, 189.150$ ; Raúl César Cordeiro, 166.025$; D. Maria Constança de Figueiredo Cordeiro, 23.125$.
A administração e gerência da sociedade e a sua representação em juízo e fora dele serão exercidas por todos os sócios, com excepção da sócia D. Maria C. de Figueiredo Cordeiro.
Qualquer dos gerentes, assinando a firma, obriga a sociedade.
Do «Diário do Govêrno» n.° 197, 3.ª s., 24+8-946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
2. LEGISLAÇÃO
Junta de Fomento Industrial
Por decreto-lei n.° 35.995, de 23 de Novembro de 1946, foi criada a Junta do Fomento Industrial, para funcionar no Ministério da Economia, tendo por fins: 1. Coordenar a acção dos serviços e organismos dependentes do Ministério em matéria de fomento e reorganização da indústria; 2.° Realizar ou coordenar os estudos necessários para a determinação da viabilidade técnica e económica dos empreendimentos industriais de maior interêsse para a economia nacional; 3.° Propor e orientar o trabalho de comissões encarregadas de proceder a estudos de reorganização indus-trial; 4.° Dar parecer sôbre a concessão das facilidades previstas nas bases IV e XIV da lei n.° 2.005; 5.° Promover os inquéritos a que se refere a base XXIII da mesma lei; 6.° Promover a criação de laboratórios destinados ao estudo e aplicação dos métodos de adaptação do trabalho humano às técnicas industriais, ao ensaio de matérias-primas, produtos aca-bados, processo de fabrico e a outras investigações de interêsse para a indústria; 7.° Propor as regras a que deve obedecer a aprendizagem e a renovação da mão-de-obra especializada e orientar a acção dos organismos e empresas nesta matéria; 8. Dar parecer sôbre as propostas de lei relativas à segurança e salubridade e ao condicionamento das indústrias; 9.° Propor as actividades que devam ficar sujeitas ao referido condicionamento nos termos da base II da lei n.º 1.956.
Do «Diário do Governo» n.° 267, 1,ª s., de 23-11-946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
8. PAÍSES IMPORTADORES
Suécia
A importação das sardinhas portuguesas na Suécia apresentou um aumento constante nos dez anos que precederam a última guerra mundial.
A cifra atingida em 1939, muito elevada, deve considerar-se excepcional e consequência do objectivo de constituir «stocks».
Nos anos de 1937 e 1938, de consumo normal, a Suécia importou de Portugal cerca de 36.000 caixas de sardinhas, em média, anualmente, a grande distância da importação de França que atingia apenas 10% em relação à portuguesa. Os outros fornecedores eram de pouca monta: a Espanha tinha cessado a exportação por causa da guerra civil, Marrocos atingia com dificuldade 2.500 caixas anuais, o «brislings» da Noruega marcava declínio (cerca de 2.400 cx. em 1938).
O aumento do consumo das sardinhas portuguesas e o do peixe de conserva, em geral, eram paralelos, sendo de atribuir à elevação do nível de vida registada na Suécia nos últimos 15 ou 20 anos e ao baixo preço das conservas em geral. Uma lata de 1/4 usual 70 mm., em azeite, não custava mais do que meia coroa sueca nas lojas de venda.
A importação, depois da guerra, de mercadoria portuguesa de baixa qualidade proveniente de «stocks» ingleses foi prejudicial ao bom nome da nossa conserva. Esta mercadoria, comprada com a preocupação do baixo preço, só podia servir como alimentação vulgar, ao passo que o consumidor sueco preferia um produto escolhido: sardinha da melhor qualidade, igual à que estava habituado a comer antes da guerra.
Da Revista Conservas de Peixe – n.º 8,9 – Nov.º/Dez.º 1946
3. CONSERVAS ESTRANGEIRAS
1. PAÍSES E CENTROS PRODUTORES
Suécia
A Suécia, país que tem só 6 milhões de habitantes, possui costas muito extensas e pescas desenvolvidas.
Antes da última guerra mundial a Suécia já tinha estabelecido fábricas de conservas nas suas próprias costas e a venda do produto sueco, fabricado no país, tinha tomado rapidamente um desenvolvimento considerável.
Uma só fábrica sueca, em 1939, produziu 60.000 caixas de conserva de «brisling», ou seja 25 vezes mais do que o total da importação destas conservas da Noruega em 1938.
Da Revista «Conservas de Peixe» – n.º 8 – Nov.º 1946
3. PESCA NO ESTRANGEIRO
Espanha
Pesca da Sardinha
Em toda a costa espanhola encontra-se a sardinha europeia Sardina pilchardus. Admitem os ictiologistas a existência de duas variedades deste género, uma no Atlântico, outra no Mediterrâneo, diferenciadas pelo número de vértebras e pelos caracteres fisiológicos e biónomicos.
São muito variados as embarcações e aparelhos usados na pesca da sardinha. A embarcação típica é a traineira, de dimensões consideráveis na Biscaia e Guipuzcoa, tripulada em geral por 22 a 24 homens, e muito menor em Santander onde a pesca se efectua em baias tranquilas e pouco profundas. Na Galiza usa-se uma traineira grande, de forma muito chata, empregada só nas rias ou no mar, junto da costa, por ter poucas condições de navegabilidade.
Como aparelhos de pesca, encontram-se no Cantábrico a rede propriamente dita, o boliche e os cercos; na Galiza, o cerco de jareta ou traíña, os jeitos e traíñones; no Mediterrâneo, as sardinheiras. Como artes de arrastar, empregam-se o bou, a pareja, o trasmallo e a jávega.
O mais importante é, sem dúvida, a tarrafa, que teve a sua origem na província de Huelva, e hoje se acha generalizada a toda a Espanha: é a arte de cercar mais adequada para a pesca da sardinha, efectuando-se a operação de bordo de galeões; são precisos 60 a 64 homens para a manejar, incluindo neste número os tripulantes das embarcações pequenas que se empregam em conduzir o peixe para os portos.
Na Galiza chamam parrocha à sardinha de 9 cm com peso inferior a 12 quilos por milheiro; mediana ou medianilla à de 15/16 cm; e propriamente sardinha à de 18/20 cm e peso de 60/70 quilos por milheiro.
De «Boletim dos Organ. Económicos» – Lx.ª, Dez.º 1935
3. PESCA NO ESTRANGEIRO
Japão
Pelo menos antes da última guerra mundial, o Japão ocupava o primeiro lugar na hierarquia dos países marítimos que se dedicam à pesca. Calculava-se que 40% dos animais marinhos capturados em todo o mundo eram pescados pelos japoneses.
Em 1868 os japoneses abriram as portas do seu país ao estrangeiro e, por sua vez, tomaram contacto com o mundo exterior. As exposições internacionais sobre pesca, de Viena em 1872, Filadélfia em 1876, Berlim em 1880 e 1883 deram-lhes ensinamentos preciosos que serviram para a montagem da organização oficial das suas pescarias. O desenvolvimento da indústria de pesca do Japão foi rápido, facilitado por uma abundância miraculosa da fauna marítima junto às suas costas.
Cerca de 20% da população japonesa está interessada na pesca, o que é uma proporção considerável em relação aos outros países. Em 1937 o número de pescadores inscritos era de 1.535.432 e o número de navios de pesca registados de 366.267 (nessa data a Inglaterra só possuía 18.000 e a Alemanha 12.000, com o número de pescadores respectivamente de 72.000 e 24.500).
Naquele mesmo ano, a pesca costeira no Japão foi de 2.143.471 toneladas, no valor de 159.764.000 Yens, entrando neste total as “sardinhas” com 1.298.311 toneladas, no valor de 40.958.000 Yens (o Yen valia p. m. m. Esc. 6$).
Da Revista «Conservas de Peixe» – n.º 8 – Nov.º 1946
2. PESCA EM PORTUGAL
1. GENERALIDADES — História
Atum
No estudo A Pesca do Atum na Costa do Algarve — Achegas para a sua História, o escritor algarvio Dr. Mário Lyster Franco anota pormenores da história multi-secular desta pesca na costa sul da Península Ibérica.
As notícias mais antigas remontam ao tempo dos cartagineses. De Cartagene ao Cabo de S. Vicente, e ainda na velha Tróia, junto a Setúbal de hoje, houve célebres centros piscatórios e até conserveiros de que falam textos e achados arqueológicos e cujos famosos produtos já no século V a. C. chegavam até Atenas, como referem escritores da velha Grécia.
Dois atuns e um barco figuram nas moedas romanas de Ossónoba (Faro), diversos peixes são principal elemento decorativo nos mosaicos das termas romanas de Milreu, nos arredores da capital algarvia. A indústria da salga não deveria ter sido criação romana, mas sim apenas continuação da púnica.
Do tempo dos árabes as notícias são mais escassas; mas eles conheceram a pesca do atum na costa algarvia, como o comprova o nome de almadravas dado ainda hoje no país vizinho às armações.
No reinado de D. Dinis (iniciada em tempo de D. Afonso III por genoveses e sicilianos) não só no Algarve se pescava o atum, mas havia armações em Sines e Setúbal. Datas e documentos são citados, até aos esforços do Marquês de Pombal (Companhia Geral das Pescarias Reais do Reino do Algarve, 15/1/1773) para obstar à decadência. O monopólio foi extinto pelo liberalismo, em 1833. Criaram-se então várias companhias, algumas das quais ainda existem. A mais antiga é a Companhia de Pescarias do Algarve, cujo estatuto data de 1835.
Revista “Indústria Portuguesa” – Lx.ª, Out.º 1946
3. CONSERVAS ESTRANGEIRAS
2. PAÍSES CONSUMIDORES
União Sul-Africana
O mapa que se inclui (valores em libras sul-africanas) mostra os concorrentes neste mercado das conservas de peixe em tempos normais; o Império Britânico (Canadá e Reino Unido) era o grupo provedor, sendo a participação portuguesa de m. ou m. 3 por cento do conjunto médio anual. A guerra modificou o aspecto usual e Portugal tornou-se nos últimos anos o quase único fornecedor de conservas de peixe. Surgiram também como concorrentes o Brasil, a Argentina e a nossa colónia de Angola, com as suas remessas de Moçâmedes.
Têm os peixes portugueses aqui dois importantes concorrentes: o Império Britânico, com os benefícios da preferência imperial, e a produção do país.
Total das importações: 300.696 (1936) – 359.625 (1939) – 135.387 (1944)
De “Boletim Comercial do Min.º dos Neg. Estrangeiros” – n.º 204 – Set.º 1946
3. CONSERVAS ESTRANGEIRAS
1. PAÍSES PRODUTORES
União Sul-Africana
De harmonia com os números oficiais, a pesca em 1940 para fim comercial atingiu na União Sul-Africana os valores de £595.340 (libras sul-africanas). Nessa mesma data as publicações oficiais referiram-se à indústria de conserva de crawfishcomo «se tendo tornado um factor de considerável importância na costa ocidental do Cabo e no Sudoeste Africano».
O período do conflito internacional favoreceu o incremento da preparação do peixe nacional e alargou o seu consumo interno. É também já a União exportadora, em quantidades relativamente apreciáveis, de peixe seco e em salmoura, cryfish em conserva e outros similares.
De «Boletim Comercial» do Min. dos Neg. Estrangeiros – n.º 204 – Set. 1946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
5. CENTROS PRODUTORES — Firmas industriais
Setúbal
Mariano, Lopes & C.ª, Limitada
Por escrituras de 21 de Novembro de 1946 foi substituído o pacto social e aumentado o capital desta firma, com sede em Setúbal, que era de 200 contos, para 900.000$00, passando as quotas sociais a ser as seguintes: — Mariano Augusto Coelho 90.000$; Henrique César Correia 225.000$; D. Armanda dos Santos Coelho Correia 225.000$; D. Marina Augusta Coelho 360.000$.
Todos os sócios são gerentes, sendo gerentes efectivos os sócios Mariano Augusto Coelho e Henrique César Correia, e só na sua ausência ou impedimento exercendo a gerência as sr.as D. Armanda e D. Marina Coelho. Para obrigar a sociedade basta que os actos e contratos sejam assinados com a firma social por qualquer dos gerentes efectivos; os gerentes substitutos terão de assinar a firma social simultâneamente.
Os lucros líquidos terão a seguinte aplicação: 5 por cento pelo menos para fundo de reserva legal; 5 por cento pelo menos para o fundo de máquinas; o restante para dividir pelos sócios na seguinte proporção: para o sr. Mariano Coelho, 52,5 por cento; para o sr. Henrique Correia, 25 por cento; para a sr.ª D. Armanda, 9 por cento; e para a sr.ª D. Marina, 13,5 por cento — distribuição que se manterá enquanto a quota que pertence ao sr. Mariano Coelho for sua propriedade ou de sua esposa, no caso de lhe suceder.
Do «Diário do Governo» n.º 304, 3.ª s., 31-12-946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
5. CENTROS PRODUTORES — Firmas industriais
Olhão
Gio Batta Trabucco, Limitada
Por escritura de 7 de Dezembro de 1946 foi substituído o pacto social desta firma, com sede em Olhão. — O capital social é de 200.000$00, dividido nas seguintes cinco quotas: — de Enrica Perasso, viúva de Gio Batta Trabucco, e Mercedes Trabucco Lucchese e marido, Ugo Lucchese, em comum, como herdeiros e representantes de Gio Batta Trabucco, 102.000$; de Luigi Vaccheri, 40.000$; de Ezio Dagnino, 24.000$; de Bruno Dagnino, 24.000$; de Geraldo de Lemos, 10.000$.
A gerência pertence a todos os sócios, mas só os srs. Ugo Lucchese, Luigi Vaccheri e Ezio Dagnino poderão representar e obrigar a firma, bastando a presença e assinatura de um deles.
Os lucros ou perdas, deduzida a percentagem legal destinada ao fundo de reserva, serão divididos: 4% para fundo de previdência; 32% para os sócios representantes de Gio Batta Trabucco; 26% para o sócio Luigi Vaccheri; 16% para o sócio Ezio Dagnino; 16% para o sócio Bruno Dagnino; 6% para o sócio Geraldo de Lemos.
Do «Diário do Governo» n.º 295, 3.ª s., 19-12-946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
5. CENTROS PRODUTORES — Firmas industriais
Setúbal
Viegas & Lopes, Limitada
Por escritura de 9 de Dezembro de 1946 foi substituído o pacto social e aumentado o capital desta firma, com sede em Setúbal, para 2.100.000$00, sendo constituído pelas seguintes quotas: — José Viegas 1.500.000$, Carlos Bernardino Rosado Viegas 300.000$, e José Viegas Júnior 300.000$.
A gerência fica a cargo de todos os sócios. O sócio sr. José Viegas terá sempre a superintendência tanto na gerência comercial como na técnica, mas da primeira fica especialmente encarregado o sócio sr. José Viegas Júnior, e da segunda o sócio sr. Carlos Viegas. Para a sociedade ficar obrigada basta a assinatura de qualquer dos dois primeiros gerentes. No impedimento ou ausência destes dois simultaneamente, o gerente técnico poderá obrigar sozinho a sociedade.
Do «Diário do Governo» n.º 265, 3.ª s., 19-12-946
2. CONSERVAS PORTUGUESAS
5. CENTROS PRODUTORES — Firmas industriais
Portimão
Fábrica de Conservas Liberdade, Limitada
Por escritura de 31 de Dezembro de 1946 foi integralmente substituído o pacto social desta firma, com sede em Portimãoe tendo como objecto a indústria e o comércio de conservas de peixe.
O capital social é aumentado para 1.000.000$00, já realizado, e resultante da incorporação do fundo de reserva, dividido entre os três únicos sócios na proporção das suas quotas: — Joaquim da Purificação Mendes 400.000$; José Joaquim Mendes Furtado 400.000$; Giacomino Ferrari 200.000$.
A gerência e administração da sociedade serão exercidas pelos três sócios. O uso da firma pertence aos gerentes Joaquim da Purificação Mendes e José Joaquim Mendes Furtado, bastando a assinatura de um deles para obrigar a sociedade, mas, no caso de impedimento destes, usará também da firma o gerente Giacomino Ferrari.
Do «Diário do Governo» n.º 13, 3.ª s., 16-1-947